
Hablamos de motos y de disfrutar de la pasión de las dos ruedas a nivel internacional con el empresario João Gonçalves. Desde muy joven su pasión por el mundo de las dos ruedas surgió en 1973, en Angola, cuando asistió a una carrera de motocross.

João Gonçalves: Andar de moto, além de uma sensação de liberdade, proporciona-me muitos momentos de introspeção, em especial se forem viagens mais longas. Não uso qualquer sistema de comunicação nos meus capacetes (por considerar que são uma fonte de distração que pode colocar em causa uma condução segura e porque “anulam” parte daquilo que viajar de moto nos proporciona, que é o “desligar-nos do Mundo” e fazer-nos viver/saborear o momento, cada quilometro, cada paisagem) o que me proporciona momentos únicos, sou apenas eu, a moto, a estrada e as paisagens, sem mais nada a interferir nesta interação única.
Ir en moto, además de la sensación de libertad, me proporciona muchos momentos de introspección, sobre todo en viajes largos. No utilizo ningún sistema de comunicación que no sea capaz de usar (porque lo considero una fuente de distracción que puede comprometer la seguridad al conducir y porque "anula" parte de lo que ofrece viajar en moto, que nos "desconecta del mundo" y nos hace vivir/saborear el momento, cada kilómetro, cada paisaje) o que me proporcione momentos únicos, solo yo, una moto, una carretera y los paisajes, sin que nada interfiera en esta interacción única.

A Escena Valencia: Quais motos você já teve? | ¿Cuántas motos has tenido?
João Gonçalves: Foram algumas…comecei com uma pequenina, uma 50 cc (em Portugal chamamos de motorizada), uma SIS SACHS TC 50, fabricada em Portugal, mais propriamente na Malaposta, Anadia, resultado da fusão da Sociedade Irmãos Simões (SIS) em 1971. Produzia sob licença da alemã Fichtel Sachs, marcando gerações até 1987, ano em que fechou portas definitivamente. Esta pequena “motinha”, icónica em Portugal, foi a porta de entrada para este maravilhoso “mundo das motos”, depois tive uma Yamaha RD 125, depois uma Kawasaky KMX 125, uma Yamaha XT 600, uma Suzuki RM 125, uma Honda XR 600 R, uma Suzuki GN 250, uma Honda XR 400 R, uma Honda XR 650 R, uma Honda XR 400 R e uma BMW F 700 GS. Estas motos foram minhas, no entanto, como trabalhei 15 anos como Gestor de Clientes numa Concessão BMW Motorrad, tive muitas motos de serviço, não consigo dizer quantas, mas foram dezenas de motos, com as quais fiz milhares de quilómetros em passeios e viagens com clientes e não só.
Ha habido algunas… Empecé con una pequeñita, una 50cc (en Portugal la llamamos ciclomotor), una SIS SACHS TC 50, fabricada en Portugal, concretamente en Malaposta, Anadia, tras la fusión de Sociedade Irmãos Simões (SIS) en 1971. Se producía bajo licencia de la empresa alemana Fichtel Sachs, marcando generaciones hasta 1987, año en que cerró definitivamente sus puertas. Esta pequeña "moto", icónica en Portugal, fue la puerta de entrada a este maravilloso "mundo de las motocicletas". Después, tuve una Yamaha RD 125, luego una Kawasaki KMX 125, una Yamaha XT 600, una Suzuki RM 125, una Honda XR 600 R, una Suzuki GN 250, una Honda XR 400 R, una Honda XR 650 R, otra Honda XR 400 R y una BMW F 700 GS. Estas motocicletas eran mías; sin embargo, como trabajé durante 15 años como gerente de clientes en un concesionario de BMW Motorrad, tuve muchas motocicletas de empresa (no puedo decir exactamente cuántas, pero había docenas) con las que recorrí miles de kilómetros en viajes y desplazamientos con clientes y otras personas.

A Escena Valencia: Como você planeja suas rotas de moto? Você planeja tudo ou deixa a estrada te guiar? | ¿Cómo planeas tus rutas en moto? ¿Sueles planearlo todo o también te dejas llevar?
João Gonçalves: Depende…se for apenas para dar uma pequena volta, apenas defino o local onde quero ir e vou, sem grande preparação, mas claro que sempre com o equipamento de segurança. Caso seja uma viagem mais longa, preparo o percurso com muita atenção, evitando ao máximo utilizar Auto Estradas e estrada mais movimentadas/mais usadas, procuro sempre estradas de montanha, pelas paisagens e pelas curvas que este tipo de estradas nos proporcionam.
Depende... si es un trayecto corto, simplemente decido adónde quiero ir y voy, sin mucha preparación, pero siempre con equipo de seguridad, por supuesto. Si es un viaje más largo, planifico la ruta con mucho cuidado, evitando autopistas y carreteras concurridas o transitadas en la medida de lo posible, buscando siempre carreteras de montaña, por el paisaje y las curvas que ofrece este tipo de carretera.

A Escena Valencia: Qual moto você tem atualmente e por que a escolheu? | ¿Qué moto tienes actualmente y por qué la escogiste?
João Gonçalves: Atualmente conduzo uma BMW R 1200 GS Adventure de 2012. Optei por esta moto, por diversos motivos, por ter apenas 25.000 quilómetros e, acima de tudo, pela fiabilidade que esta moto tem. Como 2026 será um ano de muitos quilómetros de estrada, esta BMW será a “minha cúmplice” e companheira, espero que por muitos e muitos quilómetros.
Actualmente conduzco una BMW R 1200 GS Adventure de 2012. Elegí esta moto por varias razones: solo tiene 25.000 kilómetros y, sobre todo, su fiabilidad. Dado que 2026 será un año de muchos kilómetros en carretera, esta BMW será mi "cómplice" y compañera, ojalá durante muchos, muchos más kilómetros.

A Escena Valencia: Uma viagem que te marcou ou um lugar para onde você gostaria de voltar de moto? | ¿Un viaje que te haya marcado o un lugar al que te gustaría volver en moto?
João Gonçalves: Uma viagem que me marcou…é difícil escolher uma, cada viagem tem uma história, um momento, cada viagem tem “o seu ADN” mas uma viagem aos Pireneus, foi bastante marcante, pelo grupo que me acompanhou, pela sinergia que foi gerada…uma viagem não é composta apenas pela estrada/percurso, pela moto…tudo o resto influencia essa mesma viagem, muito em particular as pessoas que compõem os grupos.
Un viaje que me marcó…es difícil elegir solo uno, cada viaje tiene una historia, un momento, cada viaje tiene “su propio ADN” pero un viaje a los Pirineos fue bastante memorable, por el grupo que me acompañó, por la sinergia que se generó…un viaje no solo son la carretera/ruta, la moto…todo lo demás influye en ese viaje, sobre todo las personas que forman los grupos.

A Escena Valencia: Uma viagem que você gostaria de fazer? Você pilota sozinho ou em grupo? | ¿Un viaje que te gustaría hacer? ¿Te gusta pilotar solo o en grupo?
João Gonçalves: Uma viagem que quero fazer é á Escócia, com um grupo de amigos, para poder partilhar momentos inesquecíveis. Gosto de partilhar os bons momentos com amigos, com pessoas que partilhem a mesma paixão que eu.
Un viaje que quiero hacer es a Escocia con un grupo de amigos para compartir momentos inolvidables. Me gusta compartir buenos momentos con amigos, con personas que comparten mi pasión.

A Escena Valencia: Que tipo de roupa e capacete você usa? | ¿Qué tipo de ropa y casco utilizas?
João Gonçalves: Nas viagens não dispenso todo o equipamento de segurança, começando por um bom Capacete, preferencialmente em Carbono, por ser mais leve, gerando menos cansaço. Casaco e Calças com as devidas protecções, Luvas, e Botas, com protecção mais alta (proteção das Canelas). Não me sito seguro a conduzir com Sneakers ou Botas pequenas.
Cuando viajo, siempre llevo todo mi equipo de seguridad, empezando por un buen casco, preferiblemente de fibra de carbono, ya que es más ligero y causa menos fatiga. Una chaqueta y pantalones con la protección adecuada, guantes y botas de mayor protección (espinilleras) también son esenciales. No me siento seguro montando con zapatillas o botas pequeñas.

A Escena Valencia: Você prefere uma moto touring ou para trilhas? | ¿Prefieres una moto touring o una moto más trail?
João Gonçalves: Eu gosto de todas as motos, mas com 57 anos, prefiro as Touring, Trail ou mais estradistas. As Trail são mais polivalentes, mais confortáveis em estradas mais irregulares. Por outro lado, o meu histórico no Todo o Terreno, Enduro e Motocross faz com que eu me sinta mais familiarizado com as Trail.
Me gustan todas las motos, pero a mis 57 años prefiero las de Touring, Trail o más orientadas a la carretera. Las motos de trail son más versátiles y cómodas en terrenos difíciles. Por otro lado, mi experiencia en off-road, enduro y motocross me hace sentirme más familiarizado con las motos de trail.

A Escena Valencia: Já pensou em escrever um livro ou um relato das suas viagens de moto? | ¿Has pensado escribir un libro o un relato de tus viajes en moto?
João Gonçalves: Sim, já pensei nisso por diversas vezes mas…”começo sempre amanhã” e “o amanhã” ainda não chegou!
Um dia começarei, estou certo que com muitas historias para contar, uma vez que tenho uma vida dedicada á paixão das duas rodas, começando muito cedo a olhar para este mundo. A imagem mais antiga que está na minha memória remonta aos meus 4 anos de idade, uma prova de Motocross a que assisti, no Luso, Moxico, Angola, minha terra natal. “O click” deu-se aí! 
Sí, lo he pensado muchas veces, pero… «Siempre empiezo mañana» y «mañana» aún no ha llegado. 😊 Algún día empezaré, seguro que con muchas historias que contar, ya que he dedicado mi vida a la pasión de las dos ruedas, empezando desde muy joven a observar este mundo. La imagen más antigua que tengo en la memoria se remonta a cuando tenía 4 años, una carrera de motocross a la que asistí en Luso, Moxico, Angola, mi tierra natal. ¡Allí se produjo el «clic»! 😊

Muchas gracias a João Gonçalves por esta entrevista para la revista A Escena Valencia. ¡Gas!
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